Publicações, Sugestão de leitura

American Crossings

Publiquei uma resenha do livro American Crossings na Revista Contexto Internacional, do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC Rio. No livro há dois artigos específicos sobre a Tríplice Fronteira. Sobre um deles comento:

“[…] Outro aspecto importante abordado pelo autor é sua proposta de que há duas visões sobre a problemática do terrorismo na Tríplice Fronteira. A primeira visão, e na qual o autor se insere, é a de que “há terroristas”, baseada em “evidências” de “vários analistas” e de agências e do governo dos Estados Unidos. A segunda visão é a de que “não há terroristas” e seria baseada no antiamericanismo originado em explicações da política externa dos Estados Unidos contra árabes, muçulmanos e América do Sul como terra sem lei.”

Texto completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292019000100235&lng=en&nrm=iso

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Taiwan no Paraguai e China no Brasil

O Paraguai é o país mais importante do mundo, seguido pelo Vaticano, que mantém relações diplomáticas com Taiwan (República da China). A consequência é que quem mantém relações diplomáticas com Taiwan não mantém relações formais com a China (República Popular da China). 

As relações do Brasil (e do mundo) com a China são um caminho sem volta. Em 2005, o comércio entre ambos passava pouco mais de 1 bilhão de dólares. Em 2015, ultrapassou a marca de 30 bilhões de dólares. Como consequência do bom relacionamento, há muitos imigrantes chineses que mudaram para o Brasil. Em São Paulo, são mais de 19 mil chineses registrados pela Polícia Federal (3 mil no Rio de Janeiro e 1,3 mil em Foz do Iguaçu).

Em 2010, o Consulado de Taiwan estimava que havia em torno de 10 mil taiwaneses em Cidade do Leste. O número teria sido o dobro, mas o comércio direto do Brasil com a China e o fim dos sacoleiros levou muitos a migrarem para outras partes das Américas. Vale ressaltar que desde o final dos anos 1990 até meados dos anos 2000, os comerciantes taiwaneses eram os principais mediadores do comércio na Tríplice Fronteira.

O Paraguai vem sofrendo pressões da China há anos. Se espera que o atual governo paraguaio tome alguma iniciativa a este respeito. Na contramão, os chineses demonstraram publicamente seu descontentamento com a visita do então candidato Jair Bolsonaro à Taiwan. Apesar disso, é mais fácil o Paraguai ceder às pressões (e à logica) do comércio internacional e romper com Taiwan do que o Brasil romper com a China em favor de Taiwan.

Por: Micael Alvino da Silva, originalmente publicado na Revista 100 Fronteiras, edição janeiro de 2019.

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Relações Internacionais do Paraguai

Panorama de las Relaciones Internacionales en el Paraguay actual é um livro de acadêmicos sobre as relações internacionais contemporâneas. Organizado entre dois internacionais pesquisadores paraguaios que combinam experiência e juventude, Diego Abente Brun e Carlos Gómez Florentín, respectivamente, trata-se de uma publicação que reflete um momento de “renovação acadêmica” no Paraguai […].

Ler resenha completa na Revista Monções.

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O comércio exterior do Brasil

As relações internacionais podem ser medidas pelo nível do comércio entre os países. Como em qualquer comércio, em nível internacional há os clientes (países ou regiões para os quais exportamos) e os fornecedores (países ou regiões dos quais importamos). 

Se considerarmos a média dos últimos cinco anos, os principais clientes do Brasil foram: Ásia (US$ 70,8 bilhões), Europa (US$ 45 bilhões), América do Sul (US$ 34,6 bilhões), América do Norte (US$ 31,4 bilhões) e Oriente Médio (US$ 10 bilhões). 

Já os fornecedores são: Ásia (US$ 58,2 bilhões), Europa (US$ 46,2 bilhões), América do Norte (US$ 35,8 bilhões) e América do Sul (US$ 24 bilhões). O Oriente Médio aparece em sétimo lugar com média de US$ 5 bilhões.

Em números absolutos, o principal parceiro comercial do Brasil é a China. A América do Sul é um espaço comercial importante, no qual a Tríplice Fronteira é uma espécie de ramal. Dentro da América do Sul, mais da metade do volume de exportações e importações do Brasil ocorre no âmbito do Mercosul.

Nesta lógica, o Mercosul tem importância similar aos Estados Unidos no que se refere às exportações. O Brasil exportou para o bloco, nos últimos cinco anos, US$ 20,2 bilhões e para os Estados Unidos US$ 24,8 bilhões. No que se refere à importação, o que ingressou dos Estados Unidos (US$ 28,8 bilhões) é o dobro do que veio do Mercosul (US$ 14 bilhões).

Muitos temas concorrem para o aumento ou a diminuição do comércio exterior. A crise econômica do Brasil dos últimos anos, por exemplo, foi responsável por alterar o cenário de modo geral. Somente as exportações para a Ásia, América do Norte e Oriente Médio retomaram, em 2017, o patamar atingido em 2013. De todo o mundo, o Brasil importava US$ 241 bilhões em 2013 contra US$ 217 bilhões em 2017.

Quanto às importações, o valor em 2013 era de US$ 239 bilhões e caiu para US$ 150 bilhões em 2017. Com nenhuma região do mundo foi possível retomar os números de 2013. A boa notícia é que alguns indicadores econômicos do Brasil têm melhorado nos últimos meses. No mundo globalizado, o comércio internacional é também um termômetro para a economia doméstica.

(publicado na Revista 100 Fronteiras, Edição 159, Dezembro de 2018)

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Pesquisar e ler

Parte do trabalho de um professor universitário é a pesquisa acadêmica. Difícil de medir e nem sempre com resultados imediatos, pesquisar é uma atividade silenciosa que, nas ciências humanas, pode ser resumida em: ler e escrever.

Na dimensão da leitura, quantos livros e artigos um pesquisador lê por ano? Não há como saber. Particularmente,  em 2018, eu li 17 livros, 40 artigos e 2 relatórios de governo. É um número considerável e bem superior à média de 2,5 livros que um brasileiro (que não trabalha com pesquisa) lê por ano.

Mas, não é um número grande ou pequeno para um pesquisador. Nosso ritmo de leitura depende de algumas variáveis. Por exemplo,  atividades administrativas, escrita de artigos especializados e livros pode tomar a maior parte do tempo disponível para uma pesquisa. 

Por fim, não há uma meta a ser batida. Eu, particularmente, só tenho esta conta porque o Google Drive a fez por mim. Esta é uma das vantagens de usar o sistema de formulários para fazer fichamentos (já publiquei um vídeo sobre isso aqui).


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